DI futuro: o que é e como reflete as expectativas de juros?

Quando economistas dizem que “a curva de juros abriu” ou que “o DI subiu”, normalmente estão se referindo ao DI futuro.

Esse indicador aparece com frequência em análises de mercado e comentários sobre juros no Brasil.

Isso acontece porque ele ajuda a revelar quais são as expectativas do mercado para a taxa de juros — um fator que influencia diretamente a renda fixa, as ações e outros investimentos.

Embora seja um contrato derivativo negociado na B3, mesmo quem nunca pretende operar contratos futuros pode se beneficiar ao acompanhá-lo.

A seguir, entenda o que é o DI futuro, como esse contrato funciona e por que ele se tornou uma das principais referências para acompanhar as expectativas de juros no Brasil.

O que é DI futuro?

O DI futuro é um contrato derivativo negociado na B3 cujo valor está atrelado à taxa DI (Depósito Interfinanceiro). Ele reflete as expectativas do mercado para a taxa de juros no Brasil e permite negociar essas expectativas ao longo do tempo.

Por meio desse contrato, participantes do mercado podem travar uma taxa de juros para uma data futura ou operar com base na expectativa de alta ou queda das taxas.

Por isso, o DI futuro se tornou uma das principais referências para acompanhar as projeções de juros no país.

Além disso, trata-se de um dos contratos mais líquidos da bolsa brasileira. O volume negociado diariamente costuma alcançar centenas de bilhões de reais.

O que é a taxa DI?

A taxa DI representa a média dos juros cobrados em empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, geralmente com prazo de um dia.

Essas operações ocorrem quando instituições financeiras com sobra de caixa emprestam recursos para bancos que precisam ajustar seu caixa no curto prazo.

Na prática, a taxa DI acompanha muito de perto a taxa Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central. A diferença entre as duas costuma ser mínima.

Devido a isso, a taxa DI se consolidou como base para a rentabilidade de diversos investimentos de renda fixa no Brasil.

Diferença entre DI e Selic

A taxa Selic é definida pelo Banco Central nas reuniões do Copom e funciona como instrumento de política monetária para controlar a inflação.

Já a taxa DI é determinada pelo próprio mercado, a partir das operações de empréstimo entre bancos.

Como esses empréstimos usam títulos públicos atrelados à Selic como garantia, as duas taxas costumam caminhar praticamente juntas.

Para a maioria dos investidores, a diferença entre DI e Selic é pequena e raramente tem impacto relevante nas decisões de investimento.

Para que serve o DI futuro?

O DI futuro cumpre duas funções principais no mercado financeiro: proteção contra variações de juros e negociação de expectativas sobre a taxa.

Hedge (proteção)

Empresas, fundos e investidores com exposição às variações de juros utilizam o DI futuro para proteger suas posições.

Quem possui títulos prefixados, por exemplo, pode recorrer a esse contrato para reduzir perdas caso as taxas de juros subam e afetem o valor desses ativos.

Especulação

Traders também utilizam o DI futuro para operar com base nas expectativas sobre a direção dos juros, isto é, para especular.

Quando acreditam em alta das taxas, estruturam posições que se beneficiam desse movimento. Se esperam queda, adotam estratégias na direção oposta.

Além dessas funções, o DI futuro também serve como referência para as expectativas do mercado.

As cotações dos contratos ajudam a indicar como investidores projetam o comportamento dos juros nos próximos meses ou anos.

Como funciona o DI futuro?

O funcionamento do DI futuro difere de ativos mais conhecidos, como ações. Trata-se de um contrato futuro cujo valor varia conforme as expectativas do mercado para a taxa de juros. Entenda:

Mecânica do contrato

Cada contrato de DI futuro possui uma data de vencimento específica, geralmente no primeiro dia útil de cada mês.

A cotação é expressa em taxa de juros ao ano, mas essa taxa corresponde a um preço do contrato. A relação entre os dois é inversa: quanto maior a taxa de juros esperada, menor o preço do contrato.

Assim, se um investidor entra em uma posição considerando juros de 12% ao ano e as expectativas sobem para 13%, o contrato perde valor. Se as expectativas caem para 11%, o contrato se valoriza.

Cotação e precificação

Embora a cotação seja apresentada em taxa, a negociação ocorre com base no preço do contrato.

Em um exemplo simplificado, uma taxa de 12% ao ano pode corresponder a um determinado preço (digamos, 95.000 pontos). Se a taxa sobe para 13%, o preço do contrato tende a cair (talvez para 94 mil pontos); se a taxa recua, o preço sobe.

Cada ponto do contrato equivale a R$ 1,00. Assim, uma variação de 1.000 pontos representa ganho ou perda de R$ 1.000 por contrato.

Ajuste diário

Como outros contratos futuros, o DI futuro possui ajuste diário.

Ao final de cada pregão, as posições são marcadas a mercado. Ganhos são creditados na conta do investidor, enquanto perdas são debitadas.

Isso significa que lucros e prejuízos são realizados diariamente, sem necessidade de esperar o vencimento do contrato.

Desse modo, é necessário manter margem suficiente na conta. Caso o saldo fique abaixo do mínimo exigido, ocorre uma chamada de margem.

Vencimento e liquidação

No vencimento, o contrato é liquidado financeiramente com base na taxa DI efetiva acumulada no período.

Se a taxa realizada ficar acima da expectativa implícita no contrato, algumas posições terão perda; se ficar abaixo, terão ganho.

A liquidação ocorre exclusivamente em dinheiro, sem entrega física de ativos.

Quem opera DI futuro e por quê?

O DI futuro é utilizado principalmente por participantes institucionais do mercado financeiro. Esses agentes recorrem ao contrato para gerenciar riscos de juros, ajustar posições em renda fixa ou operar com base em expectativas macroeconômicas.

Investidores institucionais

Fundos de pensão, seguradoras e grandes gestoras estão entre os principais participantes desse mercado.

Essas instituições utilizam o DI futuro para ajustar a duration de seus portfólios, fazer hedge de posições em renda fixa ou expressar visões macroeconômicas sobre o comportamento dos juros.

Como envolvem grandes volumes e estratégias sofisticadas, essas operações costumam ser conduzidas por equipes especializadas.

Bancos e tesourarias

Bancos possuem exposição natural ao risco de juros, já que captam recursos a uma taxa e emprestam a outra.

Por isso, utilizam o DI futuro para gerenciar essa exposição, travar margens e se proteger de movimentos adversos nas taxas.

Tesourarias de grandes empresas também recorrem a esse instrumento para administrar dívidas, financiamentos e aplicações financeiras.

Hedge de carteiras de renda fixa

O DI futuro também pode ser usado para proteger carteiras expostas às variações de juros.

Um investidor com grande posição em títulos prefixados, por exemplo, pode vender contratos de DI futuro para reduzir perdas caso as taxas subam e desvalorizem esses ativos.

Nesse caso, a perda na carteira tende a ser compensada pelo ganho na posição vendida no contrato.

Especulação sobre juros

Além da proteção, o DI futuro também é utilizado por traders que buscam lucrar com mudanças nas expectativas de juros.

Essas operações envolvem posições estruturadas de acordo com projeções sobre decisões do Banco Central, inflação, atividade econômica e fluxo de capitais.

Assim, costumam exigir conhecimento aprofundado de macroeconomia e política monetária.

DI futuro X outros investimentos em renda fixa

Comparar o DI futuro com investimentos mais conhecidos ajuda a entender em quais situações cada instrumento faz sentido.

Diferença para Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título público que rende de acordo com a taxa Selic, acrescida de um pequeno spread. Ao investir nele, você empresta dinheiro ao governo e recebe juros em troca.

O DI futuro, por outro lado, é um contrato derivativo. Em vez de investir diretamente em um ativo, o participante negocia expectativas sobre a variação das taxas de juros.

Por isso, o Tesouro Selic costuma ser utilizado por investidores que buscam segurança e liquidez, enquanto o DI futuro é empregado principalmente para gestão de risco ou operações baseadas em expectativas sobre as taxas.

Diferença para CDB

O CDB também é um investimento direto. Nesse caso, o investidor empresta recursos a um banco e recebe uma remuneração que geralmente corresponde a um percentual do CDI.

Já o DI futuro funciona como instrumento de hedge ou de negociação de expectativas sobre juros, e não como investimento destinado a gerar renda passiva.

Outra diferença importante é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre CDBs dentro dos limites estabelecidos. Contratos de DI futuro não possuem esse tipo de garantia.

Diferença para Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado permite travar uma taxa de juros até o vencimento do título. Se o investidor mantiver o papel até o final do prazo, já sabe quanto irá receber.

O DI futuro também pode ser usado para fixar uma taxa de forma sintética, por meio de derivativos. No entanto, o contrato envolve ajuste diário e exige a manutenção de margem na conta.

Sendo assim, o Tesouro Prefixado tende a ser mais simples para investidores individuais, enquanto o DI futuro costuma ser utilizado em estratégias mais sofisticadas.

Quando cada um faz sentido

Cada instrumento atende a objetivos diferentes:

  • Tesouro Selic: adequado para reserva de emergência e recursos que podem precisar de liquidez.
  • CDB, LCI e LCA: alternativas para investimentos de médio prazo com rentabilidade atrelada ao CDI.
  • Tesouro Prefixado: indicado para quem deseja travar uma taxa considerada atrativa por um período definido.
  • DI futuro: utilizado principalmente para hedge de carteiras expostas a juros ou para estratégias baseadas em expectativas sobre as taxas.

Como a curva de juros futuros funciona?

A curva de juros é uma das informações mais importantes que o DI futuro oferece. Ela ajuda a entender como o mercado projeta a evolução das taxas ao longo do tempo.

O que é a curva de juros?

A curva de juros é um gráfico que mostra as taxas esperadas para diferentes prazos.

No eixo horizontal aparecem os vencimentos — como 1 mês, 6 meses, 1 ano ou vários anos à frente. No eixo vertical estão as taxas de juros anuais correspondentes.

Cada ponto da curva deriva da cotação de um contrato de DI futuro com vencimento específico.

Como interpretar a curva?

A forma da curva revela as expectativas do mercado para os juros:

  • Curva normal (inclinada para cima): taxas de longo prazo maiores que as de curto prazo. Pode indicar expectativa de alta gradual dos juros ou a existência de prêmio por prazos mais longos.
  • Curva invertida (inclinada para baixo): taxas de curto prazo maiores que as de longo prazo. Geralmente sinaliza expectativa de queda dos juros no futuro e, em alguns casos, desaceleração econômica.
  • Curva plana: taxas semelhantes em diferentes prazos, o que pode indicar incerteza ou expectativa de estabilidade.

Inclinação e expectativas de mercado

Uma inclinação acentuada para cima costuma indicar expectativa de aperto monetário, com o Banco Central elevando os juros para controlar a inflação.

Já uma inclinação para baixo pode sugerir expectativa de afrouxamento monetário, com cortes de juros diante de uma economia mais fraca.

Mudanças na inclinação da curva revelam como essas expectativas evoluem ao longo do tempo.

Impacto nos seus investimentos

A curva de juros influencia diretamente diversos tipos de investimento.

Quando o mercado projeta alta das taxas, títulos prefixados de prazo mais longo tendem a perder valor. Já quando a curva aponta queda dos juros, pode surgir oportunidade de travar taxas prefixadas antes que elas recuem.

Essas expectativas também afetam ativos como ações e fundos imobiliários, já que juros futuros mais altos costumam deixar esses investimentos menos atrativos.

Riscos do DI futuro

Para quem deseja operar DI futuro, saiba que há riscos relevantes que precisam ser compreendidos antes de utilizar esse tipo de contrato. Conheça os principais:

Volatilidade em cenários de incerteza

Em períodos de incerteza econômica ou política, a curva de juros pode apresentar oscilações significativas.

Dados de inflação, decisões de política monetária, anúncios do governo ou eventos internacionais podem alterar rapidamente as expectativas do mercado.

Dessa forma, quem está posicionado nesses contratos pode registrar ganhos ou perdas relevantes em pouco tempo.

Ajuste diário negativo

Como os contratos futuros possuem ajuste diário, perdas ou ganhos são realizados ao final de cada pregão.

Isso significa que o investidor pode enfrentar saídas de caixa mesmo que sua expectativa para o longo prazo se confirme posteriormente.

Diferentemente de um título mantido até o vencimento, por exemplo, no mercado futuro os resultados são realizados diariamente.

Complexidade para iniciantes

O funcionamento do DI futuro não é intuitivo para quem está começando.

A relação inversa entre taxa de juros e preço do contrato pode gerar confusão, assim como a definição da posição adequada para se beneficiar de determinado movimento das taxas.

Por isso, erros de interpretação ou execução são relativamente comuns entre iniciantes.

Alavancagem e margem

Contratos de DI futuro operam com margem de garantia, o que permite controlar posições muito maiores do que o capital depositado.

Essa característica amplia o potencial de ganhos, mas também aumenta o risco de perdas.

Com isso, a gestão de risco e o controle do tamanho das posições são fundamentais nesse tipo de operação.

DI futuro e decisões de investimento

Investidor analisando investimentos e anotações para calcular taxa de juros

Mesmo quem não opera contratos futuros pode usar as informações do DI futuro para tomar decisões mais informadas sobre investimentos. Veja como:

Como usar para entender expectativas de juros?

A curva de DI futuro ajuda a visualizar o que o mercado espera para a trajetória dos juros.

Antes de fazer uma aplicação prefixada, por exemplo, vale observar essas projeções. Se o DI futuro para um ano estiver em 12% e você encontra um CDB prefixado a 11%, isso pode indicar que o mercado projeta taxas maiores.

Por outro lado, se o DI futuro estiver em 10% e surge uma oportunidade de investir a 12%, você pode travar uma taxa considerada atrativa.

Impacto em ações e fundos imobiliários

Mudanças nas expectativas de juros também afetam outros ativos.

Quando o DI futuro sobe — sinalizando expectativa de juros mais altos — ações e fundos imobiliários tendem a enfrentar maior pressão, já que a renda fixa se torna relativamente mais atrativa.

Quando as expectativas de juros caem, o movimento costuma favorecer ativos de risco.

Timing de investimentos em renda fixa

A curva de juros também pode oferecer pistas sobre o momento de investir.

Se o mercado projeta queda nas taxas, pode ser interessante travar rendimentos prefixados antes que essas taxas diminuam.

Já quando as expectativas apontam para alta dos juros, manter aplicações pós-fixadas pode ser uma alternativa até que surjam taxas mais elevadas para prefixar.

Proteção de carteira

Investidores com grandes posições em renda fixa também podem recorrer ao DI futuro para ajustar a exposição a juros sem precisar vender seus títulos.

Isso permite proteger a carteira contra movimentos adversos nas taxas sem gerar custos operacionais ou efeitos tributários imediatos.

Como acompanhar o DI futuro?

Você não precisa operar contratos futuros para acompanhar o DI futuro. As informações são públicas e podem ser consultadas facilmente em diferentes plataformas.

Onde ver as cotações

As cotações do DI futuro podem ser acompanhadas diretamente no site da B3, que divulga os preços durante o pregão.

Plataformas financeiras como Investing.com e TradingView também exibem as taxas e ajudam a visualizar a curva de juros.

Além disso, veículos de notícias econômicas frequentemente reportam os movimentos desses contratos em análises de mercado.

Principais vencimentos

Entre os diversos contratos negociados, alguns vencimentos recebem mais atenção.

Os contratos com vencimento em janeiro de cada ano — como DI jan/26, jan/27 e jan/28 — costumam servir como referência para projeções de médio e longo prazo.

Já os vencimentos de curto prazo são acompanhados de perto porque refletem as expectativas do mercado para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Como interpretar os movimentos?

Algumas expressões são comuns nas análises sobre o DI futuro.

Quando se diz que o DI futuro subiu, significa que as taxas esperadas aumentaram, indicando expectativa de juros mais altos. Quando o DI futuro caiu, o movimento aponta para projeções de juros menores.

Também é comum ouvir que a curva abriu, quando as taxas de longo prazo sobem mais que as de curto prazo, ou que a curva fechou, quando ocorre o movimento contrário.

Ferramentas e plataformas

Profissionais do mercado costumam utilizar plataformas especializadas, como o terminal Bloomberg.

Para investidores individuais, porém, diversas alternativas gratuitas permitem acompanhar essas informações, como:

  • site da B3;
  • plataformas de gráficos financeiros;
  • aplicativos de corretoras.

Assim também, relatórios de análise publicados por bancos e corretoras ajudam a interpretar os movimentos da curva de juros.

Pessoa física pode operar DI futuro?

Tecnicamente, pessoas físicas podem operar contratos de DI futuro. No entanto, existem alguns requisitos e características que tornam esse tipo de operação mais comum entre participantes experientes do mercado, incluindo:

Requisitos e margem necessária

Para operar DI futuro, é necessário ter conta em uma corretora que ofereça acesso a contratos futuros.

Também é preciso depositar uma margem de garantia, que funciona como proteção contra possíveis perdas.

O valor exigido pode variar conforme o vencimento do contrato e as condições de mercado, mas costuma ser de alguns milhares de reais por contrato.

Além disso, o investidor precisa manter recursos suficientes na conta para cobrir eventuais ajustes diários negativos.

Corretoras que oferecem

Diversas corretoras disponibilizam a negociação de contratos futuros para pessoas físicas.

Em alguns casos, a instituição pode exigir a realização de testes de adequação ou a comprovação de experiência com derivativos antes de liberar esse tipo de operação.

Também é necessário utilizar plataformas de negociação que suportem derivativos, já que interfaces voltadas apenas para ações geralmente não oferecem esse recurso.

Quando faz sentido operar?

A negociação de DI futuro tende a fazer mais sentido para investidores que possuem conhecimento sólido sobre macroeconomia, política monetária e funcionamento de derivativos.

Também é importante contar com capital suficiente para lidar com oscilações de mercado e chamadas de margem, além de ter uma estratégia clara, seja para proteção de carteira ou para operações baseadas em expectativas sobre juros.

Alternativas mais simples

Para a maioria dos investidores individuais, existem opções mais simples para lidar com a exposição a juros.

Títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Prefixado ou o Tesouro IPCA+, permitem travar taxas ou proteger o poder de compra ao longo do tempo. CDBs, LCIs e LCAs também oferecem rentabilidade ligada ao CDI.

Além disso, fundos de renda fixa permitem acesso a estratégias geridas por profissionais, sem a necessidade de operar diretamente contratos futuros.

Perguntas frequentes

DI futuro prevê com precisão a taxa de juros futura?

Não. O DI futuro reflete apenas as expectativas atuais do mercado sobre os juros, que podem mudar ao longo do tempo. Novas informações sobre inflação, política monetária ou cenário econômico podem alterar essas projeções. Por isso, ele deve ser visto como um indicador de expectativas, não como uma previsão exata do futuro.

Como o DI futuro afeta meus investimentos?

Mesmo que você não opere contratos futuros, o DI futuro influencia o preço de vários ativos. Se as expectativas de juros sobem, títulos prefixados tendem a perder valor e a renda fixa se torna mais competitiva em relação a ações e fundos imobiliários. Quando as expectativas caem, o movimento costuma favorecer ativos de risco.

Preciso entender DI futuro para investir bem?

Não é necessário dominar todos os detalhes desse contrato para investir. Ainda assim, compreender o básico — como interpretar a curva de juros e as expectativas do mercado — pode ajudar a tomar decisões melhores em renda fixa e outros ativos. Mesmo sem operar, acompanhar o indicador já traz informações úteis.

DI futuro é melhor que Tesouro Direto?

Não se trata de um instrumento melhor ou pior, mas de finalidades diferentes. O Tesouro Direto é um investimento acessível e voltado ao investidor individual, enquanto o DI futuro é um derivativo usado principalmente para gestão de risco ou negociação de expectativas sobre juros. Para a maioria das pessoas, os títulos públicos são mais adequados.

O que significa quando o DI futuro sobe ou cai?

Quando o DI futuro sobe, significa que o mercado passou a esperar juros mais altos no futuro. Esse movimento pode ocorrer por expectativas de inflação maior, política monetária mais restritiva ou aumento de riscos econômicos. Já quando o DI futuro cai, indica projeções de juros menores, normalmente associadas a inflação mais controlada ou expectativa de cortes na taxa básica.

Conclusão

De fato, o DI futuro se tornou uma das principais referências para entender as expectativas de juros no Brasil.

A partir dele, o mercado forma a curva de juros que influencia o preço de títulos de renda fixa, ações, fundos imobiliários e diversas outras decisões de investimento.

Embora seja um instrumento usado principalmente por bancos, fundos e investidores institucionais, acompanhar suas cotações já oferece informações valiosas para qualquer investidor.

Por isso, vale incluir a curva de juros no seu radar. Antes de travar uma taxa prefixada ou avaliar mudanças na bolsa, observe o que o DI futuro indica sobre as expectativas do mercado.

Esse simples hábito pode ajudar você a tomar decisões mais acertadas nas suas aplicações.

Veja também: o que é e como funciona o índice futuro!

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