“O mercado está com medo!”: Seria hora de seguir ou contrariar a regra?

Não podemos negar que o mercado está bem tenso, pois estamos vendo os principais índices acionários globais apresentarem perdas expressivas. Para o cenário brasileiro, estamos visualizando o Ibovespa devolver ganhos sobre alguns papéis adquiridos no ano. 

Os motivos desse derretimento são todos os fatores que sempre reforçamos para vocês, como os conflitos geopolíticos, juros em alta, inflação, e ainda, a própria incerteza causada pela pandemia.

Considerando essas variáveis, o nível de aversão ao risco do investidor está bem elevado. Essa aversão se intensifica em momentos de alta volatilidade, pois a pessoa que investe tem medo de perder os ganhos já obtidos, e mais ainda, reverter tudo que foi ganho em prejuízo. 

Essa pessoa está errada? Bom, se ela estiver se desfazendo dos papéis considerando os fundamentos do mercado, o retorno da normalidade, bem como o histórico e as perspectivas de cada empresa, então, ela pode está tomando uma decisão racional. 

Por outro lado, se essa pessoa estiver apenas com medo do mercado, e não focando no longo prazo, apenas momentaneamente, ela estaria sendo racional? A resposta é bem clara, não! E por que? Simplesmente, porque ela está seguindo a regra, ou seja, a aversão ao risco.

E se eu te falar que estamos em um momento de contrariar essa regra? Pois é, do mesmo modo que os fatores acima citados causam essa rejeição ao risco, são os mesmos que favorecem o investidor de longo prazo. 

Caritsa, então, tudo está com desconto na bolsa de valores brasileira? Não! Você precisa analisar empresa por empresa, e setor por setor. Você precisa conhecer o seu histórico, a marca, as perspectivas, e os seus números. 

Contrariar a regra é internalizar a ideia de se sentir confortável para investir nesse ambiente volátil, apostando nos fundamentos das empresas, e ciente, que a empresa possui perspectivas de crescimento ou mesmo retorno de rentabilidade. 

Um dos segredos é diversificar sua carteira, pois um mix ajuda a te proteger, já que uma empresa/setor pode ir compensando outro. Nesse ponto, nós da VG Research sempre orientamos a seguir esse caminho, e para isto, contamos com uma variedade de ativos em diversos setores. 

Outro ponto que gostaria de reforçar é que na temporada de resultados deste primeiro trimestre de 2022 (1T22) podemos visualizar o que as companhias estão entregando, tanto na comparação anual quanto trimestral, e assim, projetar alguns números, como receita, custos, lucro operacional, endividamento, caixa e etc. E assim, tais indicadores servirão de direcionamento sobre alocações conscientes nos ativos. 

Então, é hora de contrariar essa regra de aversão ao risco que o mercado tem estabelecido e buscar se apoiar cada vez nos fundamentos da empresa, pois assim, conseguirá obter sucesso em seus investimentos. Essa regra de investir conscientemente vale para todos os períodos, porém, em o atual momento, vale esse reforço. 

Até logo, 

Caritsa Moreira

@profacaritsamoreira

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