DXY: conheça o Índice do Dólar norte-americano

A importância do dólar para a economia global é reconhecida globalmente, pois é a moeda mais forte e mais utilizada nas transações internacionais. Dessa forma, para facilitar a análise do dólar foi preciso criar uma forma de comparação com outras moedas. Assim nasceu o US Dollar Index, também chamado de Índice do Dólar, cuja sigla é o DXY.

Fonte: https://exame.com/invest/mercados/euro-segue-pressionado-ruma-a-paridade-com-dolar-apesar-de-bce/

O que é?

O DXY é uma medida do valor do dólar americano em relação a uma cesta de moedas estrangeiras. Este índice foi criado pelo Federal Reserve em 1973 após a dissolução do Acordo de Bretton Woods. O índice atualmente é mantido pela ICE Data Indices, uma subsidiária da Intercontinental Exchange (ICE).

As seis moedas do índice são usualmente referidas como os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos e desde sua criação o índice foi atualizado apenas uma vez. Em 1999, o Euro substituiu o marco alemão, o franco francês, a lira italiana, o florim holandês e o franco belga.

Ademais, o índice é afetado por fatores macroeconômicos, incluindo inflação/deflação em dólar e moedas estrangeiras incluídas na cesta comparável, bem como recessões e crescimento econômico nesses países.

Composição

Atualmente o índice é composto por seis diferentes moedas estrangeiras, sendo elas o Euro (EUR), o iene japonês (JPY), o dólar canadense (CAD), a libra esterlina (GBP), a coroa sueca (SEK) e o franco suíço (CHF).

O Euro tem o maior peso na composição do índice, representando 57,6% do DXY. Na sequência temos o JPY (13,6%), GBP (11,9%), CAD (9,1%), SEK (4,2%) e CHF (3,6%). A imagem abaixo ilustra o gráfico do índice.

Fonte: https://blog.roboforex.com/pt/blog/2021/04/15/how-to-use-the-us-dollar-index-in-forex-trading/

Seu cálculo pode ser feito da seguinte maneira:

DXY = 50,14348112 × EURUSD^-0,576 × USDJPY^0,136 × GBPUSD^-0,119 × USDCAD^0,091 × USDSEK^0,042 × USDCHF^0,03

O índice iniciou em 1973 com base 100 e os valores desde então são relativos a este valor inicial. Como parte do novo acordo, os países participantes liquidaram seus saldos em dólares americanos, enquanto o dólar era totalmente conversível em ouro a uma taxa de US$ 35/onça.

Uma sobrevalorização do dólar levou a preocupações sobre as taxas de câmbio e sua ligação com a forma como o ouro era precificado. O presidente Richard Nixon decidiu suspender temporariamente o padrão-ouro, momento em que outros países puderam escolher qualquer acordo de câmbio que não fosse o preço do ouro. Em 1973, muitos governos estrangeiros optaram por deixar suas taxas de câmbio flutuarem, pondo fim ao acordo.

Como interpretá-lo

Considerando o valor base 100 da criação, a interpretação deste índice é realizada da seguinte forma. Um valor do índice de 120, por exemplo, indica que o dólar americano se apreciou em 20% em relação às moedas de composição do índice. Ou seja, valores acima de 100 indicam que o dólar está fortalecido em relação a outras moedas.

Entretanto, caso o índice atinja 80 pontos, isto implica que o dólar se desvalorizou 20% em relação aos pares. Dessa forma, valores abaixo de 100 indicam uma desvalorização do dólar americano.

Abaixo podemos verificar como o índice variou desde 1973.

Fonte: Refinitiv Eikon

No momento em que escrevo este artigo o índice está próximo de 110, indicando a força do dólar em relação as demais moedas.

Sua importância e para que serve

Como o índice permite acompanharmos a força do dólar em relação a outras moedas, indicando sua valorização ou desvalorização, todo investidor que tem interesse em investir no exterior pode avaliá-lo para auxiliar na sua tomada de decisão.

Como investir neste índice?

A forma mais simples de nos expormos a este índice é através da compra e venda de dólares. Outra possiblidade do investidor global é o ETF cuja sigla de negociação é o UUP, Invesco DB USD Bullish ETF.

Conclusão

O dólar é a moeda mais forte do mundo e saber como está seu comportamento permite ao investidor ter maior possibilidade de observar seu movimento. Isto vale desde o nosso consumo de bens do dia a dia que são cotados em dólar, até o momento de realizar remessas para o exterior. Empresas que trabalham com exportação/importação também podem se beneficiar e realizar um planejamento de médio prazo com contratos futuros.

Apesar do real brasileiro não estar presente na composição do índice, o indicador pode nos mostrar momentos em que o dólar pode se fortalecer mais. Ou então, momentos que o real esteja mais fortalecido, podem indicar que seus aportes internacionais devem ser reduzidos.

Ou seja, este índice pode ser um indicativo do ritmo dos seus aportes e remessas em dólar.

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Guilherme Morais

Analista CNPI 2682

@guilhermeammorais

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